Publicações de 2025 (Mestrado)

  • Dissertação - Clarice Lages de La Rocha

    Avaliação da segurança dos alimentos em um restaurante institucional e o uso da radiação ultravioleta na prevenção de doenças de transmissão hídrica e alimentar

    Autor: Clarice Lages de La Rocha (Currículo Lattes)

    Dissertação - Clarice Lages de La Rocha

  • Dissertação - Diulien Canary de Lima

    Atividade antifúngica in vitro do Ebselen frente a Sporothrix SSP

    Autor: Diulien Canary de Lima (Currículo Lattes)

    Dissertação - Diulien Canary de Lima

  • Dissertação - Thais dos Anjos Velho

    Insegurança alimentar entre adultos e idosos na cidade do Rio Grande/RS durante a pandemia do COVID-19

    Autor: Thais dos Anjos Velho (Currículo Lattes)

    Dissertação - Thais dos Anjos Velho

  • Dissertação - Luiza Pizarro Chaffe

    Diferenças biomecânicas e funcionais nas articulações de tornozelo e pé entre indivíduos com e sem dor patelofemoral: uma revisão sistemática com meta-análise

    Autor: Luiza Pizarro Chaffe (Currículo Lattes)

    Resumo

    A dor patelofemoral (DPF) é caracterizada por dor na região anterior do joelho, exacerbada por atividades que aumentam a força de compressão na articulação patelofemoral. Trata-se de uma condição de origem multifatorial, na qual fatores proximais, locais e distais podem contribuir para sua manifestação. Apesar de a literatura enfatizar alterações em segmentos proximais, poucos estudos abordaram de forma sistemática as possíveis diferenças em parâmetros biomecânicos e neuromusculares de articulações distais, como pé e tornozelo. Considerando que intervenções focadas em regiões distais demonstraram benefícios semelhantes às intervenções proximais, compreender essas diferenças pode oferecer subsídios importantes para estratégias terapêuticas mais eficazes. O objetivo desta dissertação foi comparar parâmetros mecânicos, neuromusculares e funcionais das articulações do tornozelo e pé entre indivíduos com e sem DPF, por meio de uma revisão sistemática com meta-análise. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram variáveis como força, amplitude de movimento, cinemática, eletromiografia e morfologia muscular de segmentos distais. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scielo, ScienceDirect e SPORTDiscus, sem restrição de data. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala modificada de Downs and Black, e as análises de meta-análise seguiram o modelo de efeitos aleatórios com cálculo da diferença média padronizada (SMD) por meio do g de Hedges. A pesquisa inicial identificou 1724 estudos nas bases de dados. Após a remoção de 432 duplicatas e a triagem de títulos e resumos, 64 artigos foram selecionados para leitura na íntegra. Destes, 33 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram incluídos na revisão sistemática. Três estudos foram excluídos da meta-análise por não apresentarem desfechos comparáveis com outros estudos, resultando na inclusão de 30 estudos na meta-análise. Os resultados da meta-análise mostraram que indivíduos com DPF apresentam maior grau de eversão do retropé e em comparação a controles (SMD = -0.37; p=0.05; I²=87%), especialmente em mulheres, embora esse achado não tenha se mantido quando analisado apenas em estudos de marcha. Ainda, indivíduos com DPF apresentam maior queda do navicular comparado ao grupo controle (SMD = -0.54; p=0.02; I²=25%). Não foram encontradas diferenças significativas na dorsiflexão do tornozelo, na distribuição da pressão plantar e no índice de postura do pé. A heterogeneidade foi alta em diversas análises, o que indica a necessidade de cautela na interpretação dos resultados. Conclui-se que pessoas com DPF apresentam alterações em parâmetros distais, com maior grau de eversão do retropé e maior queda do navicular. Esses achados reforçam o caráter multifatorial da DPF e podem contribuir para o aprimoramento das abordagens clínicas baseadas em perfis individuais.

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  • Dissertação - Cassiane Ferreira Lessa dos Santos

    Georreferenciamento da esporotricose e sua relação com vulnerabilidade social em um município de região hiperendêmica da doença do extremo sul do Brasil

    Autor: Cassiane Ferreira Lessa dos Santos (Currículo Lattes)

    Resumo

    A esporotricose é uma doença, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) negligenciada mundialmente, e está em crescimento exponencial desde a década de 90, quando casos esporádicos passaram a ser surtos em diversas regiões do país e do mundo, tomando um caráter de hiperendemia que cresce até os dias de hoje. No Brasil, Sporothrix brasiliensis é relatada em regiões de surtos e epidemias na forma zoonótica da doença onde os gatos desempenham um papel importante na transmissão da doença aos humanos. O Rio Grande do Sul foi um dos primeiros a relatar surtos de esporotricose zoonótica em felinos desde a década de 1990; sendo que, em 2024, começou o movimento da obrigação de notificação de casos. Objetivos: Georreferenciar os casos de esporotricose dos últimos cinco anos de uma cidade em região hiperendêmica no extremo Sul do Rio Grande do Sul, e avaliar a relação da prevalência da doença com a vulnerabilidade social; bem como produzir material técnico para divulgação científica. Material e métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, incluindo todos os casos de esporotricose diagnosticados entre janeiro de 2019 e dezembro de 2023 no Laboratório de Micologia da Faculdade de Medicina da FURG, provenientes da cidade do Rio Grande (RG), RS, Brasil. Os endereços foram obtidos a partir do banco de dados do laboratório e georeferenciados. O software QGIS foi utilizado para avaliar a distribuição espacial, e a análise de densidade de Kernel foi aplicada para avaliar a distribuição da esporotricose na cidade. A prevalência da esporotricose humana por 1.000 habitantes por bairro foi calculada, bem como sua relação com vulnerabilidade social. Resultados: Ao longo do período de cinco anos, foram diagnosticados 620 casos de esporotricose, com uma média anual de 118,4 casos/ano. Foram criados mapas de calor evidenciando a distribuição da doença por praticamente todo território do município, tanto em área urbana quanto rural. Bairros com casos sobrepostos de esporotricose felina e humana e densidades altas e muito altas em ambos os hospedeiros, se concentraram nas áreas centrais da cidade de RG, sem relação com vulnerabilidade social. Um boletim local técnico-epidemiológico e informativo dos últimos oito anos sobre a frequência e a distribuição da Esporotricose no RG foi elaborado para disseminar informações desta para profissionais de saúde, comunidade em geral, e gestores públicos para facilitar futuras medidas de combate da doença.

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  • Dissertação - Mariana Gobbi Juliano Dutra

    Ventilação mecânica não invasiva para a prevenção de falha na extubação de pacientes obesos: uma revisão sistemática e meta-análise dos ensaios randomizados

    Autor: Mariana Gobbi Juliano Dutra (Currículo Lattes)

    Resumo

    Objetivo: avaliar o efeito da utilização da ventilação mecânica não invasiva (VNI) após extubação em pacientes obesos. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática de ensaios randomizados. A busca eletrônica foi realizada nas bases de dados Cochrane Central Register of Controlled Trials, PUBMED, EMBASE, SciELO e LILACS. Foram incluídos os estudos que investigaram a utilização de VNI preventiva em adultos com IMC >30kg/m². A metaanálise foi realizada utilizando o modelo de efeitos aleatórios. Resultados: A combinação dos resultados de 4 estudos envolvendo 1784 participantes não apresentou significância estatística para os desfechos tempo de internação hospitalar (p=0,54), tempo de permanência em UTI (p=0,15) e mortalidade hospitalar (p=0,20). Para o desfecho mortalidade na UTI foram analisados 3 ensaios, totalizando 1656 pacientes, a combinação dos resultados não apresentou significância estatistica (p=0,73). E para análise da necessidade de reintubação foram incluídos 5 ensaios, totalizando 1932 participantes, combinando os resultados foi identificado que a VNI preventiva após a extubação reduziu significativamente o risco de reintubação (p=0,03), porém houve heterogeneidade significativa entre os estudos (I²=66,0 p=0,019), com evidência GRADE de qualidade moderada. Conclusão: os achados sugerem que a VNI preventiva é eficaz em reduzir o risco de reintubação em pacientes obesos, mas não impactou significativamente no tempo de internação hospitalar, no tempo de permanência em UTI ou nas taxas de mortalidade hospitalar e em UTI. Resultado relevante para tomadas de decisões no ambiente hospitalar, porém o uso da VNI preventiva em pacientes obesos deve ser considerado com critério, levando em conta as particularidades clínicas de cada paciente.

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  • Dissertação - Kathiane Samara Padovani

    Revisão sistemática da literatura sobre o efeito de anti-inflamatórios esteroidais e não esteroidais em ensaios pré-clínicos em epilepsia

    Autor: Kathiane Samara Padovani (Currículo Lattes)

    Resumo

    A epilepsia é uma doença neurológica crônica e debilitante que afeta aproximadamente 1% da população mundial. É caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas imprevisíveis e recorrentes. O tratamento farmacológico é a primeira linha de escolha com uso isolado ou combinado de fármacos antiepilépticos de primeira, segunda e terceira geração. No entanto, mais de 30% dos pacientes não respondem aos medicamentos disponíveis, o que representa um grande desafio para a saúde pública e impulsiona a busca por novas terapias que atuem por meio de diferentes mecanismos de ação. Considerando a relação entre epilepsia e neuroinflamação, os anti-inflamatórios esteroidais (AIEs) e não esteroidais (AINEs), emergem como promissores para o tratamento da epilepsia. Os principais efeitos terapêuticos desses fármacos se baseiam na supressão da síntese de prostanoides em células inflamatórias. Portanto, com o objetivo de investigar os efeitos de anti-inflamatórios em modelos experimentais in vivo de crises tipo-convulsivas induzidas quimicamente, foi redigida esta revisão sistemática de acordo com o protocolo PRISMA. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, WoS e SciELO. Para avaliação do risco de viés e qualidade foram utilizadas as ferramentas SYRCLE e CAMARADES. Com base nos critérios de elegibilidade, 96 estudos foram incluídos e avaliados. A maioria dos artigos (n = 78; 81,25%) incluiu pelo menos um AINE e prevaleceram estudos com indometacina, celecoxibe e dexametasona. Dentre os desfechos, aspirina foi o fármaco com melhor ação no comportamento tipo-convulsivo e a indometacina teve piores efeitos em camundongos. Diversos estudos destacaram a modulação de mediadores inflamatórios como um dos principais mecanismos envolvidos. Também foi evidenciada ação antioxidante, envolvimento da COX-1 e COX-2 na homeostase e plasticidade neuronal, além da modulação dos receptores gabaérgicos e glutamatérgicos. Houve limitações como a grande heterogeneidade dos estudos e falta de informações completes sobre a toxicidade e efeitos adversos. Apesar disso, esta revisão sistemática evidenciou o efeito neuroprotetor dos anti-inflamatórios na maioria dos artigos, provavelmente através de vias anti-inflamatórias, o que pode servir como base para futuros estudos na área.

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  • Dissertação - Natália Popiorek dos Santos

    Avaliação antimicrobiana e antioxidante de extratos da microalga vermelha Porphyridium sp.

    Autor: Natália Popiorek dos Santos (Currículo Lattes)

    Resumo

    O uso indiscriminado de antibióticos e a escassez de novas alternativas terapêuticas têm impulsionado a busca por compostos naturais com atividades antimicrobiana e antioxidante. Nesse contexto, a microalga vermelha Porphyridium purpureum surge como uma fonte promissora de metabólitos bioativos. Este trabalho foi dividido em duas etapas: uma revisão sistemática sobre os fatores abióticos que influenciam o cultivo de P. purpureum, com foco na produção de exopolissacarídeos (EPS) e suas aplicações biológicas, e uma etapa experimental. Na parte experimental, os extratos metanólico e hexânico foram obtidos por esgotamento por percolação. A atividade antimicrobiana foi avaliada por meio da Concentração Inibitória Mínima (CIM), em um intervalo de 800 a 6,25 µg/mL, frente a bactérias potencialmente patogênicas da microbiota intestinal (E. coli, E. faecalis), patogênicas (S. typhimurium e S. aureus) e uma bactéria benéfica (L. rhamnosus). Adicionalmente, realizou-se o teste de Concentração Inibitória Fracionára pelo método de Checkerboard utilizando as mesmas bactérias, exceto para L. rhamnosus. A atividade antioxidante foi avaliada pelo ensaio ABAP/DCF. Os EPS foram extraídos com etanol absoluto e caracterizados por espectroscopia no infravermelho. Os compostos bioativos dos extratos foram identificados por GC-MS. A citotoxicidade foi avaliada em células Vero (IC) e o Índice de Seletividade (IS) calculado. Os extratos não apresentaram atividade antimicrobiana isolada, mas demonstraram sinergismo com antibióticos: o extrato metanólico com vancomicina contra S. aureus (FICI = 0,50), ciprofloxacina contra S. Typhimurium (FICI = 0,25) e E. coli (FICI = 0,13), e com ampicilina contra E. faecalis (FICI = 0,38). O extrato hexânico também foi sinérgico com ciprofloxacina contra E. coli (FICI = 0,25). O extrato metanólico reduziu a concentração de resistência de E. coli de 4 µg/mL para 0,5 µg/mL. A atividade antioxidante foi dose-dependente e significativamente maior nas concentrações mais altas. A caracterização dos EPS por infravernelho revelou bandas características de grupos hidroxila, carbonila e ligações glicosídicas, indicando a presença de polissacarídeos. A análise de GC-MS identificou ácidos graxos bioativos como ARA, LA, PA, PLA e EPA. O extrato metanólico não apresentou citotoxicidade (IC > 1600 µg/mL), ao contrário do hexânico (IC = 131,54 µg/mL). Este estudo reforça o potencial biotecnológico de P. purpureum, especialmente em aplicações combinadas com antibióticos, contribuindo para a descoberta de alternativas terapêuticas frente à resistência microbiana.

    TEXTO COMPLETO DA DISSERTAÇÃO