Publicações de 2025 (Doutorado)
-
Tese - Débora Carvalho Rodrigues
Estudos pré-clínicos de derivados de cânfora, nitrofurano e pirimidina no tratamento da toxocaríase visceralAutor: Débora Carvalho Rodrigues (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Carlos James Scaini
-
Tese - Yasmin Castillos de Ibrahim das Neves
Desenvolvimento de testes moleculares para a detecção do complexo Mycobacterium Tuberculosis e de outras micobactérias de importância clínicaAutor: Yasmin Castillos de Ibrahim das Neves (Currículo Lattes)
Orientadora: Profa. Dra. Andrea Von Groll
-
Tese - Carine Nascimento da Silva
Associação entre o uso de smartphone, dor e alterações posturais na coluna cervical em estudantes do ensino médioAutor: Carine Nascimento da Silva (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Samuel de Carvalho Dumith
-
Tese - Emilio Romano
Sala de aula invertida vs aprendizagem presencial levada à virtualidadeAutor: Emilio Romano (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Edison Luiz Devos Barlem
-
Tese - Évelyn de Sousa Araújo
Fatores de risco associados à saúde cognitiva de idosos no Brasil: uma abordagem baseada em dados do ELSI-BrasilAutor: Évelyn de Sousa Araújo (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Michael Pereira da Silva
-
Tese - Lucia Emanueli Schimith
Resveratrol e suas formas glicosiladas como alternativas terapêuticas para o tratamento da doença de ParkinsonAutor: Lucia Emanueli Schimith (Currículo Lattes)
Orientadora: Profa. Dra. Mariana Appel Hort
-
Tese - Heruza Einsfeld Zogbi
Avaliação de fatores clínicos, epidemiológicos e microbiológicos que impactaram no desfecho clínico de pacientes internados por covid-19 em um hospital universitário no extremo Sul do BrasilAutor: Heruza Einsfeld Zogbi (Currículo Lattes)
Orientadora: Profa. Dra. Andrea Von Groll
ResumoA pandemia de covid-19, causada pelo Betacoronavírus pandemicum (SARS-CoV-2) e iniciada em março de 2020, trouxe diversos desafios à saúde pública. Antes da introdução das vacinas, a maioria dos casos sintomáticos apresentava quadros leves a moderados, mas cerca de 5% dos pacientes internados evoluíam para formas graves, com risco de fatalidade. Estudos locais são necessários para entender como fatores demográficos, comorbidades e características regionais afetam a gravidade da doença e as taxas de mortalidade, além das complicações bacterianas que podem agravar o prognóstico do paciente. Neste contexto, esta tese teve como objetivo determinar os fatores clínicos, epidemiológicos e microbiológicos de pacientes internados com covid-19 no Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (HU-FURG), em Rio Grande/RS, Brasil. Para isso, foi realizado um estudo transversal, retrospectivo, observacional que incluiu uma coorte de 399 pacientes confirmados com covid-19, internados na enfermaria-covid-19 do HU-FURG, de julho de 2020 a agosto de 2021. A realização deste estudo foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade Federal do Rio Grande (CEP-FURG), sob o parecer número 5.764.522. Para a identificação dos fatores clínicos e demográficos dos pacientes foram analisadas as variáveis relacionadas aos desfechos de cura ou óbito por meio do software estatístico RStudio. Em relação aos dados de infecção bacteriana, as amostras clínicas analisadas, as espécies bacterianas isoladas e o seu perfil de sensibilidade aos antimicrobianos foram obtidos a partir dos laudos de identificação bacteriana e antibiograma dos isolados clínicos obtidos presentes no banco de dados do programa BD Epicenter vinculado ao sistema semiautomatizado BD Phoenix. Os dados foram tabulados no software estatístico RStudio para a determinação das frequências das espécies bacterianas e da taxa de resistência aos antimicrobianos testados. De um total de 399 pacientes foram internados na Enfermaria covid-19 do HU-FURG, sendo que 303 (75,9%) apresentaram o desfecho clínico cura e 96 (24,1%) óbito. Os resultados mostraram que a mortalidade estava associada à idade igual ou superior a 73 anos (OR - 2,69, IC 95% 1,06-6,79) e ao uso de ventilação mecânica (VM) (OR - 5,96, IC 95% 2,42 - 14,68). Em relação ao perfil de bactérias isoladas de amostras clínicas de pacientes com infecção secundária adquirida na internação hospitalar, as espécies Gram-negativas mais frequentes foram Acinetobacter baumannii 46 (22,2%) e Klebsiella pneumoniae 38 (18,3%). Em relação a taxa de resistência, 97,7% dos isolados de A. baumannii testados eram resistentes ao imipenem, enquanto todas as cepas de K. pneumoniae apresentaram resistência a cefalosporinas de terceira geração e uma taxa de resistência de 55,6% ao imipenem Entre as bactérias Gram-positivas, o grupo mais prevalente foi o de Staphylococcus spp. coagulase com 58 isolados (28,01%). Os achados deste estudo contribuíram para melhor compreender a magnitude da infecção por covid-19 e a de coinfecção de origem bacteriana no prognóstico dos pacientes internados e assim, subsidiar a definição de condutas terapêuticas para pacientes internados por síndromes respiratórias agudas grave (SRAG), em infecções secundárias de origem bacteriana e para o enfrentamento de futuros surtos por vírus respiratórios.
TEXTO COMPLETO DA DISSERTAÇÃO (Texto completo disponível após liberação do autor)
-
Tese - Tainara Steffens
Efeitos de um programa de exercícios domiciliares no equilíbrio, força muscular e prevenção de quedas em idosos brasileiros da atenção primária: um ensaio clínico randomizadoAutor: Tainara Steffens (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Dalke Meucci
ResumoO envelhecimento implica em declínios de força muscular, que impactam no equilíbrio, na mobilidade, no número de quedas e na independência das atividades básicas de vida diária. O exercício físico apresenta efeito positivo e atenuante desses declínios, e o programa de exercícios domiciliares como o de Otago, se mostraram efetivos na prevenção de quedas em diversos países, no entanto não sabemos qual o efeito desse programa na população Brasileira. Objetivo: avaliar os efeitos de um programa de exercícios domiciliares no equilíbrio, na força muscular de membros inferiores, mobilidade e na prevenção de quedas em idosos brasileiros comunitários da Atenção Primária, do município de Rio Grande/ RS - Brasil. Métodos: Foi realizado um ensaio clínico randomizado, de dois braços, unicego, de grupos paralelos, com amostragem probabilística, com idosos de 70 anos ou mais, pertencentes às áreas de abrangência de Unidades Básicas de Saúde da Família. Todos os participantes receberam orientações usuais para prevenção de quedas preconizados pelo Ministério da Saúde Brasileiro, e essa foi a única intervenção do grupo controle. O grupo intervenção, adicionalmente, recebeu o programa de exercícios domiciliares baseado no programa de exercícios de Otago (PEO). A intervenção em ambiente domiciliar teve duração de 12 semanas, com orientação de praticar três vezes por semana, e receberam três visitas domiciliares, com a entrega de um manual de exercícios ilustrado, e ligações telefônicas. Os desfechos foram: a força muscular (mensurados pelo teste de sentar e levantar de 5 repetições - TSL), equilíbrio proativo (pelo teste de alcance funcional- TAF), equilíbrio dinâmico (velocidade da marcha -VM), mobilidade funcional (Timed Up and Go-TUG) e as quedas. As avaliações ocorreram na linha de base (T1: pré-intervenção), pós-intervenção (T2: após 12 semanas) e no follow-up (T3: de ~15 meses). Para avaliar os efeitos do PEO no TSL, TAF, VM e TUG foi realizada regressão multinível para verificar a interação entre grupo, tempo de intervenção e momentos (pré e pós-intervenção) nas mudanças dos desfechos. Utilizou-se análise Equações de Estimação Generalizadas para avaliar mudanças nas taxas de quedas ocorridas no T1, T2 e T3. Todas as análises foram feitas no software Stata13.1®. Resultados: o estudo incluiu 230 idosos com idade de igual ou superior a 70 anos (n=115 em cada grupo). No artigo 1, tanto o grupo controle quanto o grupo que realizou o Programa de Exercícios Otago (PEO) tiveram piora significativa na força muscular (TSL), equilíbrio (TAF) e mobilidade (TUG) ao longo das 12 semanas. Não houve diferença significativa entre o grupo controle e o grupo PEO em nenhuma das variáveis analisadas. A piora foi consistente internamente: ambos os grupos se deterioraram no TSL e TAF, e o grupo controle também piorou significativamente na mobilidade (TUG). No artigo 2: ambos os grupos apresentaram reduções similares ao longo do tempo (PEO:24%; GC:23%, p= p=0,830), o grupo não teve efeito significativo na taxa de quedas, o tempo prolongado de intervenção promoveu redução de 43% nas quedas. Conclusão: No artigo 1: O Programa de Exercícios Otago, como aplicado neste estudo, não teve efeito na força muscular, equilíbrio e mobilidade ao longo do tempo nesta população específica. No artigo 2: O programa de exercícios domiciliares não se sobressaiu ao grupo controle na prevenção de quedas dos idosos participantes da pesquisa. Os efeitos do PEO foram maiores no follow-up com redução nas quedas no T3 comparado ao T1 e T2.
-
Tese - Mariana Rodrigues Trápaga
Esporotricose no sul do Brasil: diversidade genética e clínica, susceptibilidade antifúngica, diagnóstico e bioprospecçãoAutor: Mariana Rodrigues Trapaga (Currículo Lattes)
Orientador: Profa. Dra. Melissa Orzechowski Xavier
ResumoNas últimas décadas, a esporotricose zoonótica consolidou-se como uma das principais micoses emergentes no Brasil, com crescente expansão para outros países da América Latina. Essa endemia, causada predominantemente por Sporothrix brasiliensis, foi inicialmente descrita em surtos epidêmicos no final da década de 1990, de forma independente nos estados do Rio de Janeiro (RJ) e do Rio Grande do Sul (RS). Os gatos domésticos, em razão da elevada carga fúngica, gravidade clínica e hábitos de vida, são os principais transmissores. Com o aumento expressivo de casos, também se observa a ocorrência de formas clínicas atípicas, como as reações de hipersensibilidade, ainda pouco compreendidas. Nesse contexto, o conhecimento epidemiológico, a disponibilidade de métodos diagnósticos acessíveis e o uso racional de antifúngicos constituem pilares fundamentais para o enfrentamento dessa micose, cuja rápida expansão geográfica resultou, recentemente, em sua inclusão na lista de doenças de notificação compulsória em nível nacional. O diagnóstico da doença ainda possui limitações associadas à técnica de cultivo micológico, que demanda tempo e profissionais especializados. Além disso, há a problemática associada ao tratamento, cujo fármaco de escolha, o itraconazol, vem demonstrando limitações quanto à resposta terapêutica, ressaltando a importância da vigilância, bem como da busca por novas alternativas. Fundamentada nessa problemática, a presente tese teve como objetivos: avaliar a diversidade genotípica dos isolados circulantes no RS; determinar o perfil de suscetibilidade antifúngica; descrever o primeiro relato de esporotricose causada por S. brunneoviolacea; caracterizar manifestações clínicas de hipersensibilidade em uma área hiperendêmica; validar novos métodos diagnósticos; e explorar a atividade antifúngica de compostos naturais marinhos frente a S. brasiliensis. Para contemplar esses objetivos voltados à epidemiologia, vigilância, clínica, diagnóstico e novas alternativas terapêuticas, foram desenvolvidos diferentes experimentos organizados em cinco artigos/manuscritos. Manuscrito 1: Foi realizada a análise de 450 isolados de S. brasiliensis provenientes de distintas regiões do Rio Grande do Sul, revelando ampla diversidade genética com a identificação de 82 genótipos, distribuídos em três grandes clados. Dois clados inéditos foram evidenciados, sendo um deles o clado majoritariamente associado a região Sul do RS, com maior expansão clonal, e outro associado a região da Serra e Sul, com maior variabilidade genética. Alguns isolados, associados principalmente a região metropolitana, foram agrupados ao clado do RJ previamente descrito. Observou-se ainda uma distribuição bimodal de isolados não selvagens para o itraconazol, indicando uma emergência da resistência na região. Os clados apresentaram diferentes taxas de isolados não-selvagens, variando de cerca de 20% a até 89%. Tais achados evidenciam a circulação de distintas linhagens no estado do RS e com perfis distintos de suscetibilidade, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e do monitoramento antifúngico, e o papel da região mais ao sul do Brasil na dinâmica de expansão da doença no cenário nacional. Manuscrito 2: Foi relatado o primeiro caso de esporotricose por S. brunneoviolacea em um gato doméstico do sul do Brasil. A espécie, previamente considerada ambiental e não patogênica, foi identificada por sequenciamento do gene da calmodulina e análise filogenética, que confirmou seu distanciamento do clado clínico de Sporothrix. O caso apresentou evolução clínica rápida e com resposta favorável ao itraconazol. Trata-se da primeira descrição dessa espécie no Brasil e do primeiro registro mundial de infecção felina por S. brunneoviolacea, contribuindo para ampliar o entendimento sobre a diversidade etiológica e o potencial zoonótico do gênero Sporothrix. Manuscrito 3: Foi realizada a primeira descrição detalhada de casos de hipersensibilidade associados à esporotricose no RS, identificando uma frequência de 17,1% entre os pacientes assistidos na rede de referência regional para esporotricose humana do sul do Estado. A manifestação mais comum foi artrite asséptica, frequentemente associada às formas linfocutânea e cutânea fixa. A genotipagem dos isolados provenientes desses pacientes não mostrou distinção em relação aos casos clássicos, indicando que a resposta imunológica do hospedeiro, e não a variabilidade genética do fungo, está na base dessas manifestações imunoalérgicas. Manuscrito 4: Foi avaliada e demonstrada a aplicabilidade de uma PCR espécie-específica para o diagnóstico da esporotricose por S. brasiliensis em humanos e gatos a partir de amostras não invasivas (swab). A técnica apresentou concordância superior a 86% em relação ao cultivo micológico, configurando-se como uma alternativa viável para o diagnóstico precoce da esporotricose, especialmente em regiões onde há carência de profissionais especializados em micologia. Manuscrito 5: Foi explorada pela primeira vez a atividade da microalga Nannochloropsis oceanica frente a S. brasiliensis. O extrato hexânico não apresentou atividade inibitória direta em concentrações de até 800 µg/mL, e ensaios de combinação revelaram somente efeitos aditivos e sinérgicos fracos com o itraconazol. Apesar dos resultados iniciais não se mostrarem muito promissores, essa avaliação inaugura uma linha de investigação marinha até então inexplorada, e cujas alterações em métodos de extração, solventes e espécies podem revelar potenciais novas moléculas bioativas frente a esporotricose. Assim, a presente tese contribui de forma inédita para a compreensão integrada da diversidade genética e do perfil de suscetibilidade antifúngica de S. brasiliensis no RS, evidenciando o papel da região como área de expansão e diversidade da doença no Brasil e descrevendo dois clados inéditos do fungo circulantes no estado. Além disso, descreve o primeiro caso de esporotricose felina por S. brunneoviolacea e a primeira ocorrência dessa espécie no país caracteriza manifestações clínicas de hipersensibilidade até então pouco descritas, ampliando o conhecimento sobre a apresentação clínica da esporotricose, valida um método molecular acessível para diagnóstico precoce e abre perspectivas para pesquisas em alternativas terapêuticas a partir da bioprospecção marinha.
-
Tese - Karoline Brizola de Souza
Automedicação e consumo de álcool praticados por estudantes universitários do sul do Brasil antes e durante a pandemia de COVID-19Autor: Karoline Brizola de Souza (Currículo Lattes)
Orientador: Profa. Dra. Mariana Appel Hort
ResumoA pandemia de COVID-19 provocou profundas mudanças no comportamento e na saúde da população, impactando especialmente os estudantes universitários. Neste estudo objetivou-se avaliar como a prática de automedicação e o consumo de álcool por parte dos estudantes universitários residentes na região Sul do Brasil e como a pandemia influenciou estes fatores. Inicialmente, foi realizada uma revisão bibliométrica acerca da temática de automedicação em estudantes universitários através da pesquisa das palavras-chave "self-medication" e "university students" na base de dados Web of Science e análise bibliométrica dos 98 artigos selecionados realizada no software Vosviewer versão 1.6.20. Além disto, foi realizado um estudo transversal entre julho e novembro de 2020 com estudantes universitários da região Sul do Brasil através da aplicação de questionário online contendo perguntas sociodemográficas, de saúde e estilo de vida referentes aos períodos antes e durante a pandemia de COVID-19. Mil quinhentos e cinquenta e três estudantes participaram da pesquisa e os dados coletados foram analisados e deram origem a dois artigos e um manuscrito. Entre os resultados obtidos na revisão bibliométrica sobre automedicação e estudantes universitários nossos achados demonstraram um crescimento no número de publicações a partir do ano de 2019 Arábia Saudita, Paquistão e Brasil são os países com o maior número de publicações na temática e a China o país com o maior número de citações. Acerca dos resultados obtidos através do estudo conduzido com universitários estão a redução da prática de automedicação durante o período da pandemia de 97,2% para 57,2%, consumo de álcool praticado por 99,63% dos estudantes, sendo o consumo semanal o mais frequente, e um aumento no consumo reportado por 248 participantes. Ademais, também foi identificado que estudantes mais novos (18 a 29 anos) e aqueles que se dedicavam somente ao curso de graduação apresentaram mais diagnóstico positivo para COVID-19. Os resultados indicam que a pandemia de COVID-19 impactou significativamente os hábitos de saúde dos estudantes universitários, com redução da automedicação e aumento do consumo de álcool. Esses achados sugerem mudanças no comportamento frente ao isolamento e às incertezas do período. A revisão bibliométrica revelou crescente interesse global sobre o tema, destacando a relevância científica e social da pesquisa.