Publicações de 2021 (Doutorado)
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Tese - Milena de Oliveira Simões
CONSUMO ALIMENTAR DE GESTANTES ADOLESCENTES E RETENÇÃO DE PESO PÓS-PARTO: UM ESTUDO DE COORTEAutor: Milena de Oliveira Simões (Currículo Lattes)
Orientadora: Profa. Dra. Carla Vitola Goncalves
ResumoDe acordo com a literatura a gravidez na adolescência, está associada a maiores riscos não só para o concepto como também para a saúde materna. Porém, condições que foram fortemente estudadas em gestantes adolescentes nas últimas décadas como ganho de peso gestacional insuficiente, prematuridade e baixo peso ao nascer, atualmente, devido a mudança nos hábitos alimentares e no estilo de vida da população, têm sido alteradas por maiores ocorrências de ganho de peso gestacional excessivo, inadequada ingestão de nutrientes e um quadro de estado nutricional em sobrepeso ou obesidade após o período gestacional. Neste sentido, o consumo alimentar materno mostra-se como um fator importante na saúde futura das mães e dos seus recém-nascidos, fazendo com que a nutrição adequada seja decisiva para o curso gestacional e seu desfecho. Assim, o objetivo dessa tese foi identificar a qualidade do consumo alimentar durante gestação e no pós-parto de mães adolescentes e a presença de retenção de peso quatro meses após o parto, bem como seus fatores associados. Os desfechos estudados estão descritos no formato de produção científica, composta por dois artigos. O artigo um (1) avaliou o consumo alimentar através da adequação energética, de macronutrientes e de grupos alimentares, em uma coorte de mães adolescentes durante o período gestacional e nos quatros meses após o parto. Trata-se de um estudo longitudinal do tipo coorte prospectiva no qual foram realizadas entrevista em até 48 horas pós-parto em todas as maternidades de Governador Valadares, Minas Gerais e, quatro meses pós-parto, entrevista domiciliar, de outubro de 2018 à fevereiro de 2020. Das 367 mães adolescentes entrevistadas nas maternidades, as características predominantes foram: idade entre 18 e 19 anos (58,0%), raça/cor parda (78,5%) e escolaridade acima de nove anos de estudo (58,6%). Verificou-se menor consumo energético após o parto (3748 vs. 2977 kcal pós-parto), no entanto semelhante distribuição dos macronutriente nos dois períodos: carboidratos, 559 vs. 439 g; proteínas, 148 vs. 125 g; e lipídeos, 102 vs. 80 g. Sobre a contribuição percentual energética dos grupos alimentares, aos quatro meses pós-parto, houve uma queda no consumo de frutas (6,57 vs. 4,14% pós-parto), leite e derivados (7,21 vs. 5,80% pós-parto), com predominância do grupo cereais raízes e tubérculos (25,3 e 24,8%), açúcares e doces (24,5 e 25,0%) e de alimentos ultraprocessados (35,4 e 32,5%) na gestação e no pós-parto respectivamente. Menor idade e escolaridade, multiparidade e tabagismo foram alguns dos fatores associados à inadequação do consumo alimentar (p<0,05). O artigo aponta a grande vulnerabilidade em que as mães adolescentes estão inseridas, evidenciando a necessidade de pré-natal precoce com orientações voltadas à importância da qualidade alimentar não somente durante gestação, bem como após o parto. Na sequência, o artigo dois (2) avalia a retenção de peso quatro meses após o parto no mesmo grupo de mães adolescentes e sua associação a fatores sociodemográficos, reprodutivos, antropométricos e comportamentais. No quarto mês, 317 mães foram avaliadas e a incidência de retenção de peso foi de 79,4% (n=247) com média de 6,86 kg ± 5,34. Maiores médias de retenção de peso foram observadas em mães com menor escolaridade (β = -0,38 kg; p=0,028), maior número de filhos (β = 1,41 kg; p=0,025), com consumo diário de ultraprocessado(s) na gestação (β = 1,38 kg; p=0,025), sem recebimento de orientação nutricional também durante a gestação (β = -1,25 kg; p=0,019), maior Índice de Massa Corporal pré-gestacional (β = 0,18 kg; p=0,001) e maior ganho de peso gestacional (β = 0,64 kg; p=<0,001). Em conclusão, a incidência de retenção de peso foi elevada, ressaltando a importância de um cuidado pré-natal que inclua educação nutricional, em especial a este grupo de alta vulnerabilidade. Os dados da presente tese contribuem para o conhecimento do contexto da gestação na adolescência, dos hábitos alimentares dessas mães e consequente estado nutricional, fornecendo subsídios no âmbito epidemiológico e de fomento de políticas de saúde pública dirigidas às gestantes adolescentes.
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Tese - Patrícia Martinez Echevenguá
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE DOIS INSTRUMENTOS SOBRE O CONHECIMENTO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS/HIV/AIDS NA POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE: ANÁLISE BASEADA NA TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM.Autor: Patrícia Martinez Echevenguá (Currículo Lattes)
Orientadora: Profa. Dra. Carla Vitola Goncalves
ResumoIntrodução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são um problema de saúde pública na População Privada de Liberdade. Embora estudos avaliem o conhecimento sobre as ISTs nessa população, eles utilizam métodos distintos, com abordagens quantitativas e qualitativas. Dessa forma, a comparação entre os estudos fica prejudicada, pela falta de consistência das medições. Objetivo: Avaliar as propriedades psicométricas de dois instrumentos, o Questionário sobre Conhecimento de Doenças Sexualmente Transmissíveis- STD-KQ e o Questionário sobre Conhecimento do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV-K-Q), aplicados na População Privada de Liberdade, pela Teoria de Resposta ao Item. Material e Métodos: Essa pesquisa faz parte do Projeto de Saúde Prisional do regime fechado da 5ª Delegacia Penitenciária Regional - Sul (DPR). A entrevista foi realizada com questionário padronizado pré-codificado, contendo dados socioeconômicos e da situação prisional. O Questionário STD-KQ com 28 itens e o Questionário HIV-K-Q com 43 itens validados para versão portuguesa brasileira foram autoaplicados. A análise da estrutura interna foi realizada pela teoria de resposta ao item, a qual identifica os parâmetros de discriminação e a dificuldade de cada item em desenvolver para cada instrumento uma escala de medida com maior qualidade psicométrica. Resultados: Dos 571 indivíduos respondentes dos questionários auto- aplicados 90% eram homens, com média de idade de 32 anos (dp: ±8,8), 63% com a cor da pele branca, 61% não tinham companheiro(a) e a escolaridade média era de 7 anos (dp: ±7,2). Para a construção das escalas, os itens foram analisados e selecionados, e os itens mantidos foram os que demonstraram melhor ajuste psicométrico. A escala do questionário STD-KQ dos 27 itens iniciais, da escala tal, manteve-se os 22 itens, os quais apresentaram 5 níveis de conhecimento, e os itens foram posicionados no intervalo de 50 e 70. Apesar do nível 50 representar a média dos escores dos 571 respondentes cujas respostas foram utilizadas no processo de calibração dos parâmetros dos itens, a partir deste nível o instrumento não possui informação para avaliar o conhecimento com estimativas mais baixas do traço latente. A escala do questionário HIV-K-Q dos 43 itens iniciais, da escala tal, manteve-se os 39 itens, os quais apresentaram 4 níveis de conhecimento, e os itens foram posicionados no intervalo de 45 a 60. Destes, obteve-se o maior número de itens no nível 50 (média). Além disso, este instrumento serve para medir com maior precisão os indivíduos com conhecimento na média. Conclusão: Considera-se relevante a apresentação de evidências de validade de medida destes dois instrumentos, visto que, a versão reduzida das escalas permitirá avaliar o conhecimento otimizando o tempo na aplicação do teste. E, com a utilização TRI, mantendo os itens com as melhores características piscométricas quanto ao nível de discriminação e dificuldade permitirá avaliar os indivíduos com diferentes níveis de habilidade.
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Tese - Jéssica Louise Benelli
Potencial antifúngico de compostos orgânicos de selênio, ação in vitro do disseleneto de difenila frente a Cryptococcus neoformans e criptococoseAutor: Jéssica Louise Benelli (Currículo Lattes)
Orientadora: Profa. Dra. Melissa Orzechowski Xavier
ResumoAs doenças fúngicas sistêmicas são responsáveis por cerca de 1 milhão de mortes ao ano no mundo. Somente a criptococose é responsável por cerca de 15% dos óbitos de pacientes HIV+ AIDS, sendo Cryptococcus neoformans o principal agente de meningite fúngica em pacientes imunossuprimidos. Em contrapartida, as opções de antifúngicos para tratamento destas enfermidades são limitadas, sendo inclusive alguns fármacos de eleição indisponíveis em países em desenvolvimento, e muitos deles associados a toxicidade renal e/ou hepática. Diante disto torna-se de suma relevância o estudo de novas opções terapêuticas para estas micoses. Compostos orgânicos de selênio, dentre os quais se destacam o ebselen (Eb) e o disseleneto de difenila (DD), são amplamente estudados quanto a suas propriedades biológicas e também como antimicrobianos. Atuam no hospedeiro como antioxidantes e na célula microbiana causam danos por ação pró-oxidante. O objetivo desta tese foi realizar uma revisão sistemática sobre o potencial antifúngico de compostos orgânicos contendo selênio frente a diversos gêneros de fungos de importância médica, avaliar especificamente a ação in vitro do disseleneto de difenila ((PhSe)2) frente a isolados clínicos de C. neoformans e relatar um caso fatal de criptococose no contexto da pandemia da COVID-19. A metodologia e os resultados estão apresentados em três artigos científicos. O primeiro artigo é uma revisão sistemática incluindo estudos in vitro que descrevem concentrações inibitórias mínimas do ebselen e/ou do disseleneto de difenila frente a fungos filamentosos, leveduriformes e dimórficos. Utilizando os descritores “selenium OR diselenide OR ebselen” combinado com “AND anti-microbial / AND antifungal /AND fungus / AND Cryptococcus / AND Candida / AND Aspergillus AND Fusarium”, nas bases de dados Pubmed, Lilacs e Scielo, de um total de 2337 artigos, 22 foram incluídos no estudo, dos quais 13 avaliaram Eb e 10 DD. A atividade inibitória do Eb foi evidenciada em concentrações até 64µg/mL em 96% dos isolados testados (200/208) e do DD em 95% (312/328), frente a fungos hialinos filamentosos (Aspergillus, Fusarium), leveduriformes (Candida, Trichosporon e Cryptococcus) e dimórficos (Sporothrix). O estudo demonstra o potencial antifúngico do Eb e DD e evidencia a necessidade de estudos in vivo com essas moléculas. O segundo artigo da tese apresenta dados sobre a atividade in vitro do DD, de forma isolada e em combinação com antifúngicos comerciais, frente a 40 isolados clínicos de C. neoformans, provenientes de casos de criptococose em pacientes HIV+ AIDS do Hospital Universitário Dr. Miguel Riêt Correa (HU-FURG/EBSERH). A atividade antifúngica do composto foi avaliada por microdiluição em caldo, e por ensaio checkerboard para interação com Fluconazol e Anfotericina B. O DD apresentou atividade inibitória (fungistática) frente a 100% dos isolados testados, em concentrações entre 4-32 µg/mL, e atividade fungicida em concentrações de até 64µg/mL. Em adição, houve 40% de sinergismo na combinação entre DD e Fluconazol, e não foi evidenciada nenhuma interação antagônica, reforçando seu potencial uso associado aos antifúngicos comerciais. O terceiro artigo é um relato de caso de criptococose disseminada com diagnóstico tardio e desfecho fatal diagnosticado no HU-FURG/EBSERH, durante a pandemia do COVID-19. Este artigo expõem a negligência de outras doenças infecciosas em virtude da sobrecarga dos serviços de saúde e paralisação ou atraso de ações de prevenção e promoção de saúde, sendo um alerta a comunidade científica e médica quanto as “vítimas indiretas” da pandemia. A presente tese demonstrou a ação antifúngica do ebselen e do disseleneto de difenila frente a diferentes agentes fúngicos de relevância na Micologia Médica, e ação in vitro do disseleneto de difenila frente a Cyptococcus neoformans e traz um alerta do risco de negligenciar doenças diversas, como a meningite fúngica em razão da pandemia do COVID-19.
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Tese - Deise Machado dos Santos
AVALIAÇÃO DA FIBROSE HEPÁTICA EM PACIENTES COINFECTADOS HCV/HIV ATRAVÉS DE PARÂMETROS IMUNOLÓGICOS, BIOQUÍMICOS E ELASTOGRAFIAAutor: Deise Machado dos Santos (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Flavio Manoel Rodrigues da Silva Junior
ResumoA sobrevida dos pacientes infectados pelo HIV começou aumentar drasticamente após a introdução da terapia antirretroviral e a doença hepática tornou-se uma das principais causas de morte. A coinfecção HCV/HIV está associada com a progressão da doença hepática e entender a patogênese da fibrose hepática permanece crucial para melhorar o manejo destes pacientes. As citocinas IL-6 e IL-10 parecem estar relacionadas com a lesão hepatocelular, pois o desequilíbrio resulta na fibrose persistente e na doença hepática crônica. O presente estudo teve como objetivo avaliar a fibrose hepática nos pacientes coinfectados e comparar com possíveis fatores preditivos, além de verificar o comportamentodas citocinas IL-6 e IL-10 na progressão da fibrose hepática. O estudo foi desenvolvido no Centro de Aplicação e Monitorização de Medicamentos Injetáveis do Hospital Universitário Miguel Riet Corrêa Junior, na cidade de Rio Grande/RS. Aplicou-se um questionário nos pacientes, bem como análise dos prontuários médicos, realização de elastografia hepática e dosagem de IL-6 e IL-10. Esse estudo foi dividido em duas etapas. A primeiraavaliou a fibrose, através de métodos não invasivos pré e pós-tratamento com antivirais de ação direta (DAA) em pacientes coinfectados. A associação entre o grupo de estudo e o grau de fibrose foi avaliada por meio de regressão logística ordinal, obtendo-se as razões de odds e os intervalos de confiança de 95%. Com a introdução de DAA houve uma melhora significativa da fibrose hepática no pós-tratamento, tanto nos pacientes coinfectados como nos monoinfectados HCV (grupo controle) quando avaliada por biomarcadores e elastografia hepática. A segunda etapa buscou identificar o comportamento de IL-6 e IL-10 no pré e pós-tratamento com DAA em pacientes coinfectados, e comparar com grupos de pacientes sadios, monoinfectados pelo HCV e monoinfectados pelo HIV. A IL-6 e IL-10 foram dosadas por ELISA. Foi observado uma regressão dos graus de fibrose hepática, devido a uma provável redução do processo inflamatório,nos pacientes monoinfectados (HCV) ecoinfectados (HCV/HIV), quando avaliados pelos métodos não invasivos (elastografia, APRI e FIB4). Ao analisar os níveis séricos da IL-6 pós-tratamento, notou-se que a média dos valores foi superior em graus mais avançados em relação aos graus mais leves de fibrose hepática. Quanto ao nível sérico da IL-10, no pré-tratamento,houve uma diferença significativa entre os grupos, com maior média no grupo de coinfectados, ecom uma redução no pós-tratamentoem ambos os grupos. Portanto, deve ser manter um acompanhamento a longo prazo para melhor entender a relação da erradicação do HCV, alterações de citocinas e associação com os graus de fibrose hepática, em vista que a RVS, por si só, não é capaz de determinar a regressão ou impedir a progressão da fibrose hepática
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Tese - Fernanda Dias Almeida
IMPACTO DE UM PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DA PRIMEIRA INFÂNCIA EM PACIENTES EGRESSOS DE UMA UTI NEONATALAutor: Fernanda Dias Almeida (Currículo Lattes)
Orientador: Prof. Dr. Edison Luiz Devos Barlem
Resumo
No município de Rio Grande/RS, no programa Primeira Infância Melhor (PIM), dentre as crianças atendidas estão as egressas da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr., as quais também têm seu desenvolvimento monitorado pelo projeto “Follow-up de pacientes egressos da UTI Neonatal: a busca de uma assistência integral de qualidade”. Entretanto, embora ambos sejam processos de mediação do desenvolvimento infantil, o potencial de intervenção de cada um, apesar de suas especificidades, é afetado pelo conhecimento técnico de todos os envolvidos. Quando se trata do desenvolvimento infantil, obter informações a respeito do visitador do Primeira Infância Melhor, dos registros por ele preenchidos e acerca da mediação familiar, é benéfico para alavancar a aproximação e concretizar práticas com a mesma intencionalidade, contribuindo para aperfeiçoar e integrar os programas Primeira Infância Melhor e Follow-up. Nesse cenário, o estudo objetivou investigar a contribuição dos visitadores do programa Primeira Infância Melhor para monitoramento, avaliação e estabelecimento de conduta junto aos egressos da UTI Neonatal do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e transversal. A pesquisa documental teve como fontes o documento compilado do formulário de acompanhamento do desenvolvimento infantil (tabelas de ganhos), utilizado no programa Primeira Infância Melhor, e os registros dos prontuários médicos de três crianças do ambulatório de egressos da UTI Neonatal do Hospital Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. A coleta de dados envolveu também a aplicação de entrevista semiestruturada com as mães ou responsáveis pelas crianças. Os dados gerados foram sujeitos à análise de conteúdo, sob o viés teórico de Laurence Bardin. Os resultados demonstram que os conhecimentos dos visitadores analisados apresentam insuficiências na área de Neurologia e desenvolvimento infantil, em especial na área da linguagem; também há falhas no processo de orientação às mães ou responsáveis. Não ter concluído a graduação em Pedagogia, a falta de experiência prévia na área da saúde e a ausência de uma capacitação específica podem ser fatores que contribuem para a inadequação das observações registradas. Substancialmente, são achados que sustentam a tese: o programa Primeira Infância Melhor é uma importante ferramenta na intervenção perante o desenvolvimento infantil; a qualidade dessa contribuição depende do conhecimento técnico e socioemocional dos interventores envolvidos. Tal entendimento sustenta-se na percepção de divergências entre os registros médicos e os registros dos visitadores do PIM, havendo ausência de orientações que propiciem a devida mediação pela família. Por conseguinte, as crianças acompanhadas nos programas Follow-up e PIM ficam propensas a lacunas no seu processo de intervenção precoce. Logo, sugere-se aos responsáveis pelo PIM avaliar os resultados obtidos e refletir sobre a sua estrutura e funcionamento. É ponderável a intensificação do intercâmbio de informações e ações entre os serviços do PIM e do projeto Follow-up, de modo a caracterizar uma parceria integrativa e concretizar o convênio estabelecido de modo documental. O aprimoramento das ações para integração entre os programas terá como consequência uma melhoria na mediação parental e um desenvolvimento infantil mais exitoso. Tal articulação constitui uma alternativa para minimizar os posteriores gastos com reabilitação física, cognitiva e emocional que as crianças possam vir a apresentar em longo prazo.
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