Publicações de 2018 (Doutorado)

  • Tese - Priscila Silva Cadore

    Avaliação dos probióticos Lactobacillus acidophilus ATCC 4356 e Lactobacillus paracasei ATCC 335 na infecção experimental por Toxocara canis em camundongos

    Autor: Priscila Silva Cadore (Currículo Lattes)

    Orientador: Prof. Dr. Carlos James Scaini

    Resumo

    A toxocaríase humana consiste em uma parasitose tecidual crônica de difícil tratamento, devido a baixa ou moderada ação dos anti-helmínticos em nível tecidual. Este estudo teve como objetivo conhecer o efeito dos probióticos Lactobacillus acidophilus ATCC 4356 e Lactobacillus paracasei ATCC 335 no controle da toxocaríase visceral em camundongos BALB/c, assim como avaliar o efeito do probiótico L. acidophilus na modulação de IFN-γ. Na primeira etapa foi avaliada a ação dos probióticos sobre a intensidade de infecção, sendo formados quatro grupos de camundongos (n=9), inoculados com 100 ovos de T. canis, por via intragástrica (IG). Um grupo foi suplementado com L. acidophilus (G1) e o outro grupo (G2) com L. paracasei (1x109 UFC), via IG, durante 15 dias antes e 2 dias pós-inoculação de ovos de T. canis. Os grupos G3 e G4 foram administrados com solução tampão fosfato salina (PBS). Após 48 horas, foi realizada a digestão tecidual do fígado e pulmões, sendo registrada redução da intensidade de infecção com o probiótico L. acidophilus (p=0,0024) não foi significativa (p=0,81). Na segunda etapa foi avaliado o efeito do interferon-γ (INF-γ) na imunomodulação do probiótico L. acidophilus, sendo formados quatro grupos (G) de camundongos (n=6): G1– L. acidophilus e infecção por T. canis; G2 - PBS e infecção por T. canis; G3 – L. acidophilus; G4 – PBS. A administração do probiótico ou do PBS, a infecção experimental por T. canis e a digestão tecidual seguiu a mesma metodologia da etapa 1. A transcrição gênica de IFN-γ foi avaliada pela reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR) em amostra de sangue total. A suplementação de L. acidophilus promoveu a redução de 45,8% (p=0,0427) na intensidade de infecção por larvas de T. canis e a diminuição da transcrição do gene IFN-γ, tanto nos camundongos infectados por T. canis como nos não infectados. Conclui-se que o probiótico L. acidophilus é capaz de reduzir a intensidade de infecção por T. canis e que a citocina pró-inflamatória INF-γ parece não ter contribuído para a redução do estabelecimento da infecção por larvas de T. canis.

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  • Tese - Luísa Dias da Mota

    PERFIL MOLECULAR DO PEGIVIRUS HUMANO (HPgV-1) EM DUAS POPULAÇÕES DISTINTAS DO EXTREMO SUL DO BRASIL: DOADORES DE SANGUE E INDIVÍDUOS VIVENDO COM HIV-1

    Autor: Luísa Dias da Mota (Currículo Lattes)

    Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria Barral

    Resumo

    O Pegivirus humano (HPgV-1) está amplamente distribuído na população mundial e até o momento não foi comprovado ter potencial patogênico. Os principais fatores de risco para adquiri-lo são a exposição a sangue e o contato sexual. As transfusões sanguíneas são uma importante forma de transmissão, tendo em vista que a testagem para o HPgV-1 não é obrigatória em bancos de sangue. A sua coinfecção com o vírus da imunodeficiência humana (HIV-1) parece diminuir a evolução da infecção pelo HIV-1. Entretanto, as características da infecção pelo HPgV-1 ainda não estão totalmente elucidadas, pois recentemente foi sugerido a sua associação ao surgimento de doenças neurológicas e neoplasias hematológicas. Neste sentido, o estudo teve com objetivo geral avaliar perfil molecular do HPgV-1 em duas populações distintas do extremo sul do Brasil: doadores de sangue e indivíduos vivendo com HIV-1. As amostras foram submetidas a extração de RNA, síntese de cDNA, detecção do HPgV-1 por nested-PCR e genotipagem. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software SPSS v. 21. O primeiro estudo avaliou de forma transversal a prevalência e circulação genotípica do RNA-HPgV-1 em 281 doadores de sangue considerados sadios. A prevalência observada foi de 21,7%. A única variável que foi significativamente associada à esta infecção foi o status de relacionamento. Doadores de sangue solteiros ou sem parceiro fixo apresentaram duas vezes mais chances de infecção pelo HPgV-1 (IC 95% 1,12-4,56, p = 0,02) em relação aqueles casados ou com parceiro fixo. Foram encontrados os genótipos 1 (2%) e 2 (98%) com o subtipo 2a (29%) e 2b (69%). O segundo estudo determinou a circulação genotípica do HPgV-1, o tempo mínimo de permanência desta infecção, e a influência deste vírus na evolução da infecção pelo HIV-1 em uma coorte retrospectiva de 110 indivíduos coinfectados com o HIV-1. Foram identificados os genótipos 1 (2,8%), 2 (90,2%) com o subtipo 2a (47,9%) e o subtipo 2b (42,3%) e 3 (7%). O subtipo 2b foi associado a menores taxas de carga viral do HIV-1 (p = 0,03) e maiores taxas de células T CD4+ (p = 0,009) em relação ao subtipo 2a. O tempo mínimo de infecção do HPgV-1 foi em média 5.93 anos (DP±3,54). A presença do HPgV-1 em indivíduos sem TARV, foi associada a maiores taxas de células T CD4+ (p = 0,03), entretanto não houve relação com a carga viral do HIV-1 (p = 0,10). Os diferentes tempos de persistência do HPgV-1 não foram associados a mudanças significativas na carga viral do HIV-1 (p = 0,47) e na contagem de células T CD4+ (p = 0,11). Conclui-se que na ausência de fatores de risco para a transmissão parenteral é provável que a transmissão sexual tenha sido a via de infecção dos doadores de sangue. Determinados genótipos do HPgV-1 parecem atuar no melhor prognóstico da infecção pelo HIV-1. A infecção pelo RNA-HPgV-1 é persistente e sugere-se que influencie na contagem de células T CD4+ em indivíduos sem TARV. Entretanto, mais estudos sobre este agente viral são necessários para esclarecer se a resposta imunológica provocada pela sua presença pode resultar em algum efeito deletério ainda não identificado, potencializando o surgimento de outras doenças.

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  • Tese - Ana Paula Bigliardi de Freitas Olmedo

    AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS DE SAÚDE EM UMA POPULAÇÃO RESIDENTE EM REGIÃO DE EXPLORAÇÃO E QUEIMA DE CARVÃO MINERAL

    Autor: Ana Paula Bigliardi de Freitas Olmedo (Currículo Lattes)

    Orientadora: Profa. Dra. Ana Luiza Muccillo Baisch

    Resumo

    O desenvolvimento econômico e tecnológico verificado no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil nos últimos anos, tem aumentado a demanda de energia para abastecer todos os setores da economia. Por essa razão o setor energético vem ampliando sua capacidade de produção. Ainda hoje, combustíveis fósseis, como o carvão mineral, são utilizados como importante recurso energético, porém as atividades do carvão podem ser prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana, exigindo monitoramento permanente das condições ambientais e de saúde da população. O objetivo geral deste estudo foi avaliar alguns parâmetros hematológicos e bioquímicos e a função pulmonar de uma população exposta a contaminantes ambientais e/ou ocupacionais liberados pelas atividades relacionadas à exploração, transporte e queima do carvão mineral na região de Candiota/RS. Este estudo, do tipo transversal, foi realizado em duas etapas. Na primeira, realizada em 2013, foram avaliados os parâmetros hematológicos e bioquímicos de 160 indivíduos voluntários adultos do sexo masculino e, na segunda etapa, realizada em 2017, foi aplicado o teste de função pulmonar em 300 indivíduos. Também foram coletados dados de cinco estações de monitoramento do ar com níveis de NOx, SO2 e PM10. Participaram do estudo moradores do município de Candiota/RS, onde se localiza uma mina e uma usina, e moradores dos municípios do entorno desta região, Aceguá, Pedras Altas e Bagé. Este estudo demonstrou que os contaminantes atmosféricos componentes do material particulado com diâmetro de até 10 µm (PM10), advindos do carvão mineral, somados a vulnerabilidade socioeconômica podem ter relação com as alterações na saúde desses indivíduos. Desta maneira, estes resultados demonstram a necessidade da elaboração de programas de promoção da saúde com vistas à melhoria das condições ambientais e da qualidade de vida da população. 

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  • Tese - Luana Patricia Marmitt

    EPISIOTOMIA E LACERAÇÃO PERINEAL: UM ESTUDO DE SÉRIE TEMPORAL NO EXTREMO SUL DO BRASIL

    Autor: Luana Patricia Marmitt (Currículo Lattes)

    Orientador: Prof. Dr. Juraci Almeida Cesar

    Resumo

    Objetivo: avaliar a prática da episiotomia e a ocorrência de laceração perineal no parto vaginal com base nas informações coletadas em quatro inquéritos realizados no município de Rio Grande, RS, nos anos de 2007, 2010, 2013 e 2016. 

    Métodos: foram incluídas todas as mulheres com parto vaginal entre 01/01 a 31/12 de cada um destes anos. Todas as informações foram obtidas por entrevista realizada nas maternidades em até 48 horas após o parto. Os desfechos foram constituídos pela ocorrência de episiotomia nos quatro inquéritos, e pela ocorrência de laceração perineal com necessidade de sutura, e episiotomia seguida de laceração no ano de 2016. Utilizou-se teste de qui-quadrado de heterogeneidade para comparar proporções, e na avaliação de tendência, o teste de qui-quadrado de tendência linear. Regressão de Poisson com ajuste robusto da variância foi usada nas análises multivariável. Foi ainda avaliada a presença de iniquidade absoluta e relativa na ocorrência de episiotomia entre 2007 e 2016 a partir da renda familiar e da escolaridade das mulheres por meio do Slope Index of Inequality e do Relative Index of Inequality. 

    Resultados: 4.521 mulheres tiveram parto vaginal ao longo dos quatro anos de estudo. A taxa de episiotomia no período caiu de 71,0% (IC95%:68,4-73,5) em 2007 para 40,1% (IC95%:37,3-42,8) em 2016, sendo mais frequente entre mulheres de maior renda e melhor escolaridade. A iniquidade absoluta diminuiu, enquanto a relativa não se modificou. Considerando apenas o ano de 2016, dentre as 1.226 mulheres avaliadas, 37,6% (IC95%: 34,9-40,3) foram submetidas à episiotomia, 26,8% (IC95%: 24,3-29,3) sofreram laceração perineal, e 2,5% (IC95%: 1,6-3,3) sofreram tanto episiotomia quanto laceração. Os principais determinantes destes desfechos foram a menor idade, maior renda e melhor escolaridade das mulheres, pré-natal adequado, parto realizado no setor privado, uso de fórcipe e o maior peso ao nascer. Primiparidade e uso de ocitocina no parto foram fatores associados apenas à ocorrência de episiotomia. 

    Conclusão: Apesar da redução significativa na taxa de episiotomia, sua ocorrência permanece elevada, representando o desfecho perineal mais prevalente dentre os avaliados. Mulheres de maior renda e de melhor escolaridade, foram as mais frequentemente submetidas a episiotomia, assim como foram mais comuns de sofrer laceração perineal. O nível socioeconômico e a assistência oferecida por ocasião do parto mostraram-se tão importantes quanto as características materno-fetais, tanto para a ocorrência de episiotomia quanto para laceração perineal. 

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  • Tese - Marcelli Evans Telles dos Santos

    EDUCAÇÃO EM SAÚDE NAS ÁREAS DE ABRANGÊNCIA DOS NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA: PANORAMA DA 3a REGIONAL DE SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL

    Autor: Marcelli Evans Telles dos Santos (Currículo Lattes)

    Orientadora: Profa. Dra. Ana Luiza Muccillo Baisch

    Resumo

    O Sistema Único de Saúde tem como um dos seus objetivos a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde. Dentre os seus níveis de atuação a Atenção Básica, que tem a Saúde da Família como estratégia prioritária para a sua organização, destaca-se como um contexto privilegiado para o desenvolvimento de práticas educativas em saúde devido à particularidade dos seus serviços. Assim, as atividades de educação em saúde estão incluídas entre as responsabilidades dos profissionais das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). A educação em saúde é compreendida como um processo dinâmico que objetiva a capacitação dos indivíduos e/ou grupos em busca da melhoria das condições de saúde, devendo ainda estimular a reflexão crítica das causas dos seus problemas e ações necessárias para sua resolução. Considerando as áreas de abrangência dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, o presente estudo teve como objetivo compreender como as atividades de educação em saúde são desenvolvidas pelos profissionais que integram as equipes ESF e NASF no âmbito da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde do Rio Grande do Sul. O estudo foi desenvolvido com profissionais de saúde nos municípios de Pinheiro Machado, Rio Grande e São Lourenço do Sul. Como procedimentos metodológicos, utilizou-se as abordagens quantitativa e qualitativa para coleta e análise dos dados. Verificou-se que os profissionais reconhecem a educação em saúde como uma ferramenta que norteia as práticas promocionais da saúde e preventivas no cenário da ESF, sendo entendida como de fundamental importância tanto para a formação dos profissionais quanto para a educação e instrumentalização da população. Referente as condutas dos profissionais, a educação em saúde faz parte do cotidiano das práticas de todos os indivíduos que participaram deste estudo, entretanto no que se refere a abordagem utilizada a maior prevalência foi tradicional e dialógica ao mesmo tempo. A maioria referiu que possuía formação para realizar educação em saúde com a população. No que se refere as dificuldades, a falta de espaço físico e recursos materiais foram apontadas como as mais prevalentes, enquanto que o trabalho em conjunto e a proximidade com a população foram apontados como os fatores facilitadores mais frequentes. Para a melhoria e maior valorização da educação em saúde foram apontadas como sugestões maior adesão e participação da população, maior participação de alguns profissionais de saúde, mais tempo, mais recursos materiais, físicos e humanos, mais educação permanente em saúde para os profissionais e articulações intersetoriais com a saúde. Assim, tem-se como Tese: A educação em saúde realizada nas áreas de abrangência do NASF não utiliza a abordagem dialógica e participativa majoritariamente e há diferenças em relação aos fatores relacionados à oferta e ao desenvolvimento das ações entre as equipes de saúde, ESF e NASF. O impacto que as ações estão proporcionando para os participantes do processo educativo precisa ainda ser melhor investigado. Sugere-se a criação e divulgação de documentos legais, políticos e científicos norteadores para que a educação em saúde não seja tratada com informalidade. Espera-se que as inferências apresentadas nesta tese possam ser utilizadas para auxiliar na construção de políticas públicas e para reflexão de gestores e profissionais sobre tais práticas no setor saúde, objetivando eliminar as barreiras que dificultam os processos educativos, melhoria da qualidade das ações e valorização da educação em saúde dialógica e participativa no contexto da atenção primária.

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  • Tese - Carolina Amaral da Silva

    PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DOS TRABALHADORES DE UMA REFINARIA DE PETRÓLEO DO SUL DO BRASIL

    Autor: Carolina Amaral da Silva (Currículo Lattes)

    Orientadora: Profa. Dra. Maria Cristina Flores Soares

    Resumo

    Este trabalho de tese resulta do acompanhamento de um programa de promoção da saúde desenvolvido com trabalhadores de uma refinaria de petróleo localizada no extremo sul do Brasil. Inicialmente avaliou-se o impacto do programa sobre alguns indicadores das condições de saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores que vivenciaram durante 10 meses uma intervenção de promoção da saúde baseada em abordagens que buscaram estimular a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividade física. Tratou-se de um estudo quase-experimental, desenvolvido com uma amostra final composta por 39 trabalhadores. Desta fizeram parte os 22 participantes que compuseram o grupo intervenção (GI) e concluíram todas as etapas do programa e 17 trabalhadores que formavam o grupo controle (GC). Em ambos os grupos, antes e depois da intervenção, foram avaliados o nível de estresse, a concentração de lipídeos e glicemia no sangue e a qualidade de vida (QV). O grupo GI foi ainda avaliado quanto as medidas antropométricas, flexibilidade, força de preensão manual (FPM), consumo máximo de O2 (VO2) e nível de atividade física (NAF). Para a comparação dos diferentes parâmetros, utilizou-se o teste t de Student para amostras pareadas e o teste de Wilcoxon. Na continuidade, buscou-se descrever as fases de planejamento, implantação e resultados do programa, apresentando a opinião dos trabalhadores sobre a intervenção vivenciada, e refletir sobre todo o processo identificando-se as principais dificuldades e pontos positivos do programa. No que se refere aos resultados da avaliação do impacto sobre os indicadores de saúde e QV observou-se que o GI apresentou redução nos valores médios de pontuação total de estresse (p<0,00), aumento no nível de satisfação com a saúde (p<0,00) e no índice geral de QV (p=0,02), em especial nos domínios psicológico (p=0,04) e meio ambiente (p=0,01), aumento no VO2 (p=0,02) e na proporção de trabalhadores que melhoram o NAF (p<0,00) e a FPM (p=0,04). Não foram verificadas diferenças significativas nos demais indicadores analisados. Como fruto da descrição e reflexão sobre as diferentes fases do programa de promoção da saúde verificou-se que 43,1% (n=22) dos trabalhadores concluíram o processo de intervenção. Destes, 86,4% referiram mudança de comportamento com relação a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e 45,5% em relação à pratica de atividade física. Quanto ao processo de intervenção identificou-se como aspectos positivos: a composição multidisciplinar da equipe com inclusão de membros da empresa, o caráter multidisciplinar da intervenção e a variedade de estratégias utilizadas nas diferentes abordagens. Baixas proporções de adesão e de permanência foram as principais dificuldades encontradas, sugerindo-se que podem estar associadas à não inclusão dos trabalhadores no momento do planejamento e/ou a não identificação prévia de suas expectativas em relação ao programa. Sugere-se ainda que o desencadeamento do processo próximo ao final do ano e do período de férias como um fator que pode ter influenciado a redução na porcentagem de trabalhadores que permaneceram no programa. Concluindo, os resultados mostraram o impacto positivo desse tipo de intervenção sobre a saúde e a qualidade de vida desses trabalhadores com melhora significativa em alguns dos indicadores que contribuem para a prevenção de riscos à saúde, sobretudo os relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. A melhora desses indicadores é resultado de mudanças nos hábitos alimentares e de prática de atividades físicas, reconhecida pelos próprios trabalhadores. Ressalta-se a importância da inclusão do trabalhador em todas as fases do processo, ouvindo as suas expectativas em relação aos programas de promoção da saúde em seus ambientes de trabalho. E finalmente, enfatiza-se a necessidade de encontrar mecanismos que estimulem a manutenção das mudanças de hábitos obtidas durante o programa.

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