Tese - Priscila Silva Cadore

Avaliação dos probióticos Lactobacillus acidophilus ATCC 4356 e Lactobacillus paracasei ATCC 335 na infecção experimental por Toxocara canis em camundongos

Autor: Priscila Silva Cadore (Currículo Lattes)

Resumo

A toxocaríase humana consiste em uma parasitose tecidual crônica de difícil tratamento, devido a baixa ou moderada ação dos anti-helmínticos em nível tecidual. Este estudo teve como objetivo conhecer o efeito dos probióticos Lactobacillus acidophilus ATCC 4356 e Lactobacillus paracasei ATCC 335 no controle da toxocaríase visceral em camundongos BALB/c, assim como avaliar o efeito do probiótico L. acidophilus na modulação de IFN-γ. Na primeira etapa foi avaliada a ação dos probióticos sobre a intensidade de infecção, sendo formados quatro grupos de camundongos (n=9), inoculados com 100 ovos de T. canis, por via intragástrica (IG). Um grupo foi suplementado com L. acidophilus (G1) e o outro grupo (G2) com L. paracasei (1x109 UFC), via IG, durante 15 dias antes e 2 dias pós-inoculação de ovos de T. canis. Os grupos G3 e G4 foram administrados com solução tampão fosfato salina (PBS). Após 48 horas, foi realizada a digestão tecidual do fígado e pulmões, sendo registrada redução da intensidade de infecção com o probiótico L. acidophilus (p=0,0024) não foi significativa (p=0,81). Na segunda etapa foi avaliado o efeito do interferon-γ (INF-γ) na imunomodulação do probiótico L. acidophilus, sendo formados quatro grupos (G) de camundongos (n=6): G1– L. acidophilus e infecção por T. canis; G2 - PBS e infecção por T. canis; G3 – L. acidophilus; G4 – PBS. A administração do probiótico ou do PBS, a infecção experimental por T. canis e a digestão tecidual seguiu a mesma metodologia da etapa 1. A transcrição gênica de IFN-γ foi avaliada pela reação em cadeia da polimerase quantitativa (qPCR) em amostra de sangue total. A suplementação de L. acidophilus promoveu a redução de 45,8% (p=0,0427) na intensidade de infecção por larvas de T. canis e a diminuição da transcrição do gene IFN-γ, tanto nos camundongos infectados por T. canis como nos não infectados. Conclui-se que o probiótico L. acidophilus é capaz de reduzir a intensidade de infecção por T. canis e que a citocina pró-inflamatória INF-γ parece não ter contribuído para a redução do estabelecimento da infecção por larvas de T. canis.

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