Publicações de 2020 (Doutorado)

  • Tese - João Luís Rheingantz Scaini

    Desenvolvimento e avaliação de modelos computacionais da bomba de efluxo Rv1258c e de uma membrana de PIM2 de Mycobacterium tuberculosis como alvo de antimicrobianos

    Autor: João Luís Rheingantz Scaini (Currículo Lattes)

    Tese - João Luís Rheingantz Scaini

  • Tese - Lisiane Martins Volcão

    EXTRATOS DE COGUMELOS COMO POTENCIAIS BIOCONTROLADORES AGRÍCOLAS E SUAS IMPLICAÇÕES TOXICOLÓGICAS

    Autor: Lisiane Martins Volcão (Currículo Lattes)

    Tese - Lisiane Martins Volcão

  • Tese - Adriana Vieira Camerini

    SAÚDE BUCAL DAS CRIANÇAS DE 0 A 59 MESES NA ZONA RURAL DE RIO GRANDE, RS

    Autor: Adriana Vieira Camerini (Currículo Lattes)

    Resumo

    Introdução: A cárie na primeira infância é a doença infantil mais prevalente, afetando crianças de todos os continentes, e é distribuída de maneira desigual em diferentes comunidades, com maior nímero de casos nas crianças de famílias com maior vulnerabilidade socioeconômica. As estratégias para reduzir a carga de cárie na infância dependem do reconhecimento da rede de causalidade, que ainda não está totalmente esclarecida. Como as mães são as principais cuidadoras de crianças em idade pré-escolar, os fatores maternos exercem influência na saúde das crianças. Diante disso, o presente estudo teve 2 objetivos: 1. investigar a cárie na primeira infância e a sua relação com sintomas de depressão materna em crianças de 12 a 59 meses; 2. avaliar a utilização regular de serviços odontológicos em crianças de 0 a 59 meses, verificando sua associação com a orientação prévia da mãe sobre saúde bucal dos seus filhos e a frequência escolar das crianças. Metodologia: Estudo transversal como parte do consórcio de pesquisa “Saúde da População Rural Riograndina”, realizado pelos Programas de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande. Foi medida a cárie dentária nas crianças e nas mães através do índice ceo-d e CPOD e obtidas as informações sociodemográficas, comportamentais e relacionadas à saúde bucal e à saúde mental. A coleta de dados foi de abril de 2017 a maio de 2018. Um questionário foi aplicado, em toda a população rural amostrada, e a subpopulação de mães e crianças de 0 a 59 meses foi examinada. Os exames epidemiológicos de saúde bucal, obedecendo os critérios da Organização Mundial de Saúde, foram realizados por uma dentista treinada e calibrada. Os dados foram analisados por meio do pacote estatístico STATA, versão 14.0.  Foram realizadas análises: univariada; bivariada e multivariada. Resultados: Participaram do estudo 343 crianças de um total de 360 (95,7%).  No estudo que avaliou cárie na infância e sintomas de depressão materna, houve a participação de 236 crianças elegíveis (12 a 59 meses). A prevalência de cárie na primeira infância foi de 37,7% e 21,5% das mães apresentaram sintomas de depressão. A prevalência de cárie na primeira infância foi significativamente maior entre os filhos de mães com sintomas depressivos (52,0%) em comparação com os de mães sem sintomas depressivos (34,6%), (razão de prevalência 1,50; IC95% 1,08-2,10). A análise multivariada mostrou que a probabilidade de cárie na primeira infância era quase 50% maior em crianças cujas mães apresentavam sintomas depressivos (RP = 1,46; IC95%: 1,04-2,05) em comparação àquelas com mães sem sintomas depressivos. No segundo estudo, sobre uso regular de serviços odontológicos, foram avaliadas 264 crianças de 0 a 59 meses. A prevalência de uso regular de serviços odontológicos por crianças foi de 11,4%, (IC95%7,5-15,2). Na análise ajustada, o uso regular de serviços foi associado à criança frequentar creche/escola RP= 2,44 (IC95%1,38;4,34) e à mãe ter recebido orientação de saúde bucal, RP=4,13 (IC95%1,77;9,61), mesmo quando controlado para variáveis socioeconômicas, maternas e da criança. Conclusão: Os resultados do presente estudo demonstraram que a ocorrência de cárie na primeira infância esteve associada aos sintomas maternos de depressão. Esses dados sugerem uma barreira importante à prevenção e à redução da carga de cárie, indicando a necessidade de ampliar o espectro de ações para incluir estratégias que não se concentrem exclusivamente em mudanças de comportamento. Por outro lado, quando as mães recebem informações prévias sobre os cuidados com a saúde bucal da criança, e essas frequentam escolas ou creches, aumenta-se a probabilidade de consultas odontológicas regulares em pré-escolares moradoras de localidades rurais, o que pode ser benéfico para a prevenção de doenças bucais.

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  • Tese - Gustavo Richter Vaz

    Co-encapsulação de quercetina e curcumina em nanoemulsões bioadesivas de ácidos graxos de ω-3 para administração intranasal visando o tratamento de doenças neurodegenerativas

    Autor: Gustavo Richter Vaz (Currículo Lattes)

    Resumo

    A quercetina (QU) e a curcumina (CUR) são compostos naturais que apresentam propriedades interessantes para a terapia de muitos distúrbios, tais como doenças neurodegenerativas (NDs). As NDs são um sério problema de saúde pública mundial, pois os tratamentos disponíveis são apenas capazes de aliviar os sintomas e não são curativos. A neuroinflamação crônica e a ativação da microglia desempenham papéis centrais na fisiopatologia das NDs, a neuroinflamação está diretamente associada ao estresse oxidativo, sendo uma característica para todas as NDs. QU reduz a inflamação e previne danos neuronais. A CUR tem efeitos antiinflamatórios, antioxidantes e anti-neurodegenerativos. No entanto, a biodisponibilidade oral desses compostos é baixa e significativamente variável entre os indivíduos. Para superar as limitações que restringem o uso terapêutico da CUR e da QU, formulações inovadoras baseadas em nanotecnologia podem ser usadas para desenvolver sistemas carreadores destes compostos. Para avaliar a possibilidade de utilização desses compostos naturais no tratamento de NDs quando nanoencapsulados, estudos de caracterização e toxicidade dessas formulações inovadoras devem ser realizados. Neste projeto de pesquisa foram avaliados tamanho, carga, teor, eficiência de encapsulação, força mucoadesiva e microscopia eletrônica de transmissão dos nanocarreadores, bem como avaliações da cinética de liberação e permeação / retenção em dois modelos de mucosa nasal, usando a célula de Franz com mucosa nasal suína (PNM) e utilizando a linhagem celular humana RPMI 2650. Para avaliação da toxicidade, foram realizados testes de citotoxicidade in vitro com células RPMI2650 e in vivo utilizando o modelo experimental do nematóide Caenorhabditis elegans. Devido à importância da via de administração no organismo, os experimentos foram realizados com o objetivo de simular as condições de administração intranasal (IN), a qual permite o acesso direto ao cérebro através da cavidade nasal. Assim, o desenvolvimento de nanocarreadores lipídicos contendo CUR e QU para administração IN seria interessante para possibilitar o direcionamento desses compostos para o cérebro. No entanto, desafios como a limpeza mucociliar da cavidade nasal podem reduzir o tempo que a formulação permanece no local de administração. Devido a esses obstáculos, este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de nanoemulsões bioadesivas de ácidos graxos ω-3 carregadas com CUR e QU visando a administração IN. Ácidos graxos ômega-3 foram adicionados às formulações pois esses compostos podem contribuir para a neuroplasticidade e prevenir o estresse oxidativo produzido por espécies reativas de oxigênio (ROS). Para superar as limitações da via de administração, formulações contendo agentes gelificantes in situ ou nanoemulsões catiônicas foram desenvolvidas com o objetivo de aumentar o tempo de residência na cavidade nasal e a capacidade de permeação / retenção dos compostos ativos na superfície mucosa. Primeiramente, foi desenvolvido um método analítico capaz de quantificar simultaneamente CUR e QU em nanocarreadores e fluidos fisiológcios simulados. Posteriormente, as nanoemulsões foram desenvolvidas utilizando a técnica de difusão por solvente a quente (HSD) ou homogeneização em alta pressão (HPH), ambas associadas à técnica de inversão de fase de temperatura (PIT). Os resultados demonstraram que as nanoemulsões foram desenvolvidas com sucesso com tamanhos em torno de 22 nm e 115 nm para HSD-PIT e HPH-PIT, respectivamente. Os valores do potencial zeta obtidos foram negativos e em torno de -15/20 mV para as nanoemulsões originais, independentemente do método de produção, no entanto a carga foi invertida quando o cloreto de cetalcônio foi adicionado com valores em torno de +7 mV (CQ NE +). As formulações apresentaram boa estabilidade e incorporaram quantidade semelhante de CUR e QU (em torno de 0,6-0,7 mg.mL-1), os quais foram liberados dos nanocarreadores em cinética de primeira ordem. O teste de permeação ex vivo em células do tipo Franz demonstrou que as formulações foram capazes de permear e de serem retidas na PNM, mas uma maior capacidade de permeação através da PNM foi observada com a CQ NEdif, provavelmente devido ao tamanho reduzido desta formulação. A atividade antioxidante das nanoemulsões reduziu a mortalidade celular das células nasais humanas, e no teste de toxicidade realizado em modelo animal Caenorhabditis elegans não foi observada nenhuma toxicidade. Assim, as NEs de ácidos graxos ω-3 bioadesivos desenvolvidos apresentam características adequadas para sua utilização no tratamento de NDs. A administração IN de nanocarreadores poderia aumentar a permeação de CUR e QU da cavidade nasal para o cérebro possibilitando uma melhor eficiência no tratamento de NDs.

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  • Tese - Aline Rodrigues Monteiro

    PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS E DO POLIMORFISMO RS9939609 DO GENE FTO EM UMA POPULAÇÃO MASCULINA PRIVADA DE LIBERDADE NO EXTREMO SUL DO BRASIL

    Autor: Aline Rodrigues Monteiro (Currículo Lattes)

    Resumo

    A saúde da população carcerária tem sido objeto frequente de estudo, visto que representa uma parcela importante da população mundial. O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, atualmente existem mais de 700 mil presos, a maioria em condições precárias, principalmente de saúde. O confinamento os expõe a condições de risco como tabagismo, sedentarismo e nutrição inadequada. Estes são os principais fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) como obesidade, hipertensão, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares. Na última década, as DCNTs têm se tornado foco de preocupação mundial. No Brasil, as DCNTs são responsáveis por 70% das mortes. Essas doenças afetam principalmente a comunidade de baixa renda e escolaridade, enquadrando nesse contexto a população carcerária em situação de risco. Apesar dessa relevância, não são encontrados estudos no Brasil que abordem essa temática na população masculina privada de liberdade. Sabe-se que muitas DCNTs têm sua patogênese relacionada a fatores ambientais e genéticos. O estudo dos polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) sugere que estes podem estar relacionados com o desenvolvimento dessas doenças, como a presença do genótipo AA do gene FTO (rs9939609) sendo fator de risco para a obesidade. O objetivo desse trabalho foi estudar na população carcerária da 5a Delegacia Penitenciária Regional do Rio Grande do Sul-RS a prevalência das seguintes DCNTs: diabetes mellitus, hipertensão arterial e excesso de peso, e do polimorfismo do FTO nessa população. Trata-se de um estudo transversal, realizado com detentos maiores de 18 anos em regime fechado nos presídios estaduais de Pelotas, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Camaquã e Jaguarão/Rio Grande do Sul. A coleta de dados foi feita através de questionário estruturado contendo questões socioeconômicas, demográficas, prisionais, comportamentais e de saúde, além de medidas antropométricas e coleta de células da mucosa oral. Os desfechos de hipertensão arterial e diabetes mellitus foram definidos através de autorrelato. O excesso de peso foi definido pelo índice de massa corporal (IMC) ≥25kg/m² através do peso e altura aferidos no momento da entrevista. A análise do FTO se deu por extração total de DNA de células da mucosa oral coletadas no momento da entrevista e posterior genotipagem SNP rs9939609 pela técnica simples de reação em cadeia da polimerase (PCRSSP). Foram entrevistados 580 detentos e as prevalências de DCNTs encontradas foram de 13,8% para hipertensão arterial, 2,7% para diabetes mellitus e 46,3% para excesso de peso. Tais prevalências encontradas na população estudada apresentam os mesmos índices alarmantes da população geral brasileira. A PCR foi realizada em 326 amostras, confirmando a eficiência dos primers. O genótipo AA do FTO apresentou frequência de 19,3% e dos detentos que apresentaram tal polimorfismo, 52,4% apresentaram excesso de peso, porém não foi encontrada uma associação significativa. Neste estudo apresentam-se os primeiros dados que incluem a prevalência de DCNTs da população carcerária masculina do Brasil. Considerando que a população pesquisada é em média adultos jovens e que cerca de 46% estava acima do peso, sugere-se que o ambiente prisional promove fatores de risco modificáveis para DCNTs. Esse dado merece atenção e intervenção, visando prevenir e reduzir os atuais níveis de excesso de peso, diminuindo assim os custos para a saúde pública no país.

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  • Tese - Gabriela Torres Mattos

    IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE Trichomonas vaginalis E Toxocara canis EM DIFERENTES TIPOS DE TECIDO PLACENTÁRIO

    Autor: Gabriela Torres Mattos (Currículo Lattes)

    Resumo

    A gestação é baseada em um complexo sistema em equilíbrio, no qual as interações materno-fetais evidenciam um processo modulado e dinâmico, sendo importante estudos relacionados à transmissão vertical de patógenos. A infecção da gestante por agentes infecto parasitários pode alterar o desenvolvimento do sistema imunológico do feto, independentemente da ocorrência da transmissão vertical por patógenos, pois o feto pode ser afetado pelo perfil da resposta imune materna. Embora existam relatos na literatura sobre a transmissão de helmintos, a importância da transmissão congênita tem sido difícil de ser demonstrada e mais estudos sobre a ocorrência destes patógenos, durante a gestação, são importantes para demonstrar possíveis danos diretos ou indiretos. Este estudo teve como objetivo detectar DNA de Trichomonas vaginalis e Toxocara canis em tecido placentário. No primeiro estudo foi investigada a prevalência de DNA de T. vaginalis no tecido placentário de parturientes de hospital público do Sul do Brasil. Foram analisadas pela técnica de PCR biópsias de placenta de 127 parturientes, sendo a prevalência de T. vaginalis de 38,6%. Não houve diferença (p=0,455) entre positividade e o tipo de parto e dados obstétricos e ginecológicos. A taxa de detecção de DNA de T. vaginalis na placenta foi elevada e a provável via de transmissão vertical é diferente da já estabelecida, pelo canal vaginal. No segundo estudo foi avaliada a frequência da toxocaríase murina congênita. Camundongos Swiss foram inoculados com 300, 1200 e 2500 ovos de T. canis em diferentes fases da gestação, com nascimento dos neonatos realizado por cesariana. O encéfalo das fêmeas e os neonatos foram analisados por digestão tecidual, a fim de identificar larvas no tecido, e as placentas pela reação em cadeia da polimerase (PCR) visando a detecção de DNA genômico. A incidência de neonatos infectados foi de 1,4%, 6,2% e 9,2% nos grupos inoculados com 300, 1200 e 2500 ovos de T. canis, respectivamente. Entretanto o DNA do helminto não foi detectado nas placentas desses animais. Esse estudo confirmou a baixa taxa de infecção congênita de T. canis em camundongos. 

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