Dissertação - Lourdes Helena Rodrigues Martins

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Desenvolvimento de vacina para a toxocaríase a partir de proteína recombinante de Toxocara canis e suplementação com sobrenadante probiótico em modelo murino de toxocaríase.

Autor: Lourdes Helena Rodrigues Martins (Currículo Lattes)

Orientadora: Profa. Dra. Luciana Farias da Costa de Avila

Resumo

Introdução: A toxocaríase humana é uma parasitose tecidual crônica e uma zoonose de ampla distribuição mundial, representando relevante problema de saúde pública devido à elevada soroprevalência global e à eficácia limitada dos anti-helmínticos disponíveis. Os antígenos de excreção/secreção (TES) de T. canis têm se destacado como moduladores da resposta imune, e a proteína recombinante rTES30, produzida a partir do TES nativo, demonstra reatividade com anticorpos de hospedeiros infectados, apresentando resultados promissores no imunodiagnóstico da toxocaríase. A partir desse conhecimento, este estudo avaliou a capacidade imunogênica da proteína recombinante rTES30 como vacina, na proteção contra a infecção por T. canis em modelo murino. Materiais e Métodos: A rTES30 foi administrada por via subcutânea em três doses de 50 µg (nos dias zero, 14 e 28). Camundongos Swiss foram divididos em quatro grupos: G1- vacinados e infectados; G2- suplementados com o sobrenadante livre de células de Lactobacillus rhamnosus ATCC 7469, vacinados e infectados; G3- apenas infectados; G4- controle negativo. Exceto G4, todos foram inoculados com 100 ovos de T. canis no dia 38, por via intragástrica. Amostras de sangue foram coletadas nos dias 14, 28, e 40 pós-vacinação, com eutanásia no dia 40, seguida de digestão tecidual para quantificação de larvas. Avaliou-se a cinética de produção de anticorpos IgG por ELISA. Resultados: A imunização com rTES30 não promoveu proteção contra T. canis, sem redução de larvas teciduais. Anticorpos IgG específicos foram detectados após vacinação, entretanto, não se traduziram em proteção efetiva. O uso de SLC L. rhamnosus 7469 previamente à vacinação não reduziu a carga parasitária, apesar de modular a resposta imune. Conclusão: A sequência antigênica utilizada para a produção da rTES30 neste estudo não impediu a invasão ou migração larval. Futuras abordagens devem considerar adjuvantes robustos, combinações antigênicas ou estratégias heterólogas para potencializar a imunidade protetora.

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