PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE NASCIMENTOS NO BRASIL ENTRE 2000 e 2018
Autor: Arlinda Quesada Beck (Currículo Lattes)
Resumo
No Brasil nascem cerca de três milhões de pessoas por ano. O monitoramento e levantamento de dados sobre os nascimentos são importantes, pois auxiliam na avaliação do contexto de saúde de uma população. Uma perspectiva temporal destes dados, pode demonstrar as modificações nos contextos sociais durante os anos avaliados. Devido ao exposto, o objetivo desta dissertação foi descrever os dados de características maternas, de gestação, parto e neonatais no Brasil, entre os anos de 2000 a 2018. Trata-se de um estudo ecológico, de série temporal, com obtenção de dados secundários do SINASC do Departamento de Informática do SUS (DATASUS).. A análise buscou avaliar o contexto temporal de diferentes variáveis materno infantis no período do estudo. Os testes estatísticos utilizados foram a regressão linear, teste de tendência de Davies, Teste de Muggeo e o teste T. Nos resultados, as taxas de recém nascidos com menos de 37 semanas, anomalias congênitas, mães com mais de 12 anos de instrução, nascidos vivos quando há a realização de 7 ou mais consultas pré-natais e nascimento de pardos, negros e indígenas, apresentaram uma tendência crescente no período analisado. As taxas de partos vaginais tiveram uma drástica mudança desde 2000, havendo uma diminuição em contrapartida ao crescimento dos partos por cesarianas. Foi possível concluir que houve uma mudança significativa no perfil epidemiológico de nascimentos durante os anos de 2000 a 2018. Parte destas mudanças podem ser um reflexo dos avanços nas políticas sociais e de saúde. Ainda, podem ser resultado da melhora de serviços hospitalares relacionados à ciência obstétrica e atendimento às gestantes e aos neonatos.
TEXTO COMPLETO DA DISSERTAÇÃO