SAÚDE AMBIENTAL EM SOLOS DE ÁREAS PROTEGIDAS
Autor: Laiz Coutelle Honscha (Currículo Lattes)
Resumo
A interação dos compartimentos água, solo e ar através de processos físicos, químicos e biológicos influenciam diretamente na qualidade de vida dos organismos. Um ecossistema saudável, onde todos os membros que o compõe estão em equilíbrio, gera um ambiente favorável à vida. Alterações ambientais por meio de ações antrópicas podem implicar na contaminação ambiental, sendo exemplos destas ações atividades industriais, agropastoris, de mineração, etc. O solo é considerado um depósito geoquímico de substâncias químicas e o acúmulo de contaminantes pode acarretar em danos aos seres vivos, incluindo a população humana. Áreas Protegidas ambientalmente têm como objetivo proteger o ambiente natural, tendo à função de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, protegendo o solo e assegurando o bem-estar da população humana. O objetivo deste estudo foi avaliar as características de solos de áreas protegidas, localizadas próximas a sítios com impactos antropogênicos utilizando ensaios ecotoxicológicos e análise química de metais. Para as análises ecotoxicológicas foram realizados os ensaios: teste de restrição de solo, teste de toxicidade aguda com minhocas, teste comportamental (fugacidade) com minhocas e teste de fitotoxicidade com sementes de alface. Os elementos químicos investigados foram: cádmio, cobre, chumbo, zinco, manganês, ferro e o metalóide arsênio. Os resultados encontrados no presente estudo mostraram desacordo na amostras para o ensaio de fitotoxicidade no solo (4 das 7 amostras) e níveis de metais acima da legislação em 3 das 7 amostras. No contexto geral, apenas 2 dos 7 solos de áreas protegidas (28,6%) preencheram os critérios para serem consideradas solos ―limpos‖, refletindo a influência das atividades antrópicas nestas áreas.
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