Tese - Karoline Brizola de Souza

Automedicação e consumo de álcool praticados por estudantes universitários do sul do Brasil antes e durante a pandemia de COVID-19

Autor: Karoline Brizola de Souza (Currículo Lattes)

Orientador: Profa. Dra. Mariana Appel Hort

Resumo

A pandemia de COVID-19 provocou profundas mudanças no comportamento e na saúde da população, impactando especialmente os estudantes universitários. Neste estudo objetivou-se avaliar como a prática de automedicação e o consumo de álcool por parte dos estudantes universitários residentes na região Sul do Brasil e como a pandemia influenciou estes fatores. Inicialmente, foi realizada uma revisão bibliométrica acerca da temática de automedicação em estudantes universitários através da pesquisa das palavras-chave "self-medication" e "university students" na base de dados Web of Science e análise bibliométrica dos 98 artigos selecionados realizada no software Vosviewer versão 1.6.20. Além disto, foi realizado um estudo transversal entre julho e novembro de 2020 com estudantes universitários da região Sul do Brasil através da aplicação de questionário online contendo perguntas sociodemográficas, de saúde e estilo de vida referentes aos períodos antes e durante a pandemia de COVID-19. Mil quinhentos e cinquenta e três estudantes participaram da pesquisa e os dados coletados foram analisados e deram origem a dois artigos e um manuscrito. Entre os resultados obtidos na revisão bibliométrica sobre automedicação e estudantes universitários nossos achados demonstraram um crescimento no número de publicações a partir do ano de 2019 Arábia Saudita, Paquistão e Brasil são os países com o maior número de publicações na temática e a China o país com o maior número de citações. Acerca dos resultados obtidos através do estudo conduzido com universitários estão a redução da prática de automedicação durante o período da pandemia de 97,2% para 57,2%, consumo de álcool praticado por 99,63% dos estudantes, sendo o consumo semanal o mais frequente, e um aumento no consumo reportado por 248 participantes. Ademais, também foi identificado que estudantes mais novos (18 a 29 anos) e aqueles que se dedicavam somente ao curso de graduação apresentaram mais diagnóstico positivo para COVID-19. Os resultados indicam que a pandemia de COVID-19 impactou significativamente os hábitos de saúde dos estudantes universitários, com redução da automedicação e aumento do consumo de álcool. Esses achados sugerem mudanças no comportamento frente ao isolamento e às incertezas do período. A revisão bibliométrica revelou crescente interesse global sobre o tema, destacando a relevância científica e social da pesquisa.

TEXTO COMPLETO DA TESE