CITOMEGALOVÍRUS HUMANO: PREVALÊNCIA EM PLACENTAS E SANGUE DE CORDÃO UMBILICAL, PERFIL SOROLÓGICO DE PARTURIENTES E NEONATOS E FATORES ASSOCIADOS À SUA TRANSMISSÃO VERTICAL EM UM HOSPITAL DO EXTREMO SUL DO BRASIL
Autor: Emiliana Claro Avila (Currículo Lattes)
Resumo
O CMV é o agente viral mais freqüentemente associado a infecções congênitas em humanos e pode ser excretado intermitentemente pela urina, trato genital, leite humano e saliva por muitos anos após a primeira infecção (infecção persistente) e na reativação de suas formas latentes. Cerca de 1 em cada 150 crianças nascem com infecção congênita pelo CMV, e destas, 1 em cada 5 desenvolve perda auditiva ou problemas de desenvolvimento. No presente trabalho, foi estimada a prevalência do HMCV em 1488 amostras de placenta de parturientes assintomáticas e sangue de cordão umbilical de recém-nascidos; a presença de anticorpos IgG e IgM específicos contra o vírus pelo teste de Elisa em parturientes e recém-nascidos e fatores de risco associados aos defechos. PCR e sequenciamento foram utilizados para identificar o vírus. A prevalência de CMV em placenta foi de 5,2% (n = 26) na face materna, 5,4% (n = 27) na face fetal e 3,6% (n = 18) no sangue do cordão. O perfil sorológico foi traçado em 95 mães e neonates (74 pareados) e foi identificada ampla soroprevalência de anticorpos IgG. Um neonato apresentou perfil IgM “border line” e o mesmo possuía CMV detectado por PCR no sangue do cordão umbilical, porém sem sintomatologia para a infecção. Fatores como baixa renda, cor de pele e início de vida sexual antes dos 15 anos foram relacionados a ocorrência de CMV na placenta e no sangue do cordão umbilical. Os resultados sugerem transmissão vertical de gestantes assintomáticas para o feto e pelo padrão observado parece ser origem ascendente do trato genital das parturientes provavelmente por reativação viral ou reinfecção.
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