Entre os dias 06 de abril e 08 de maio de 2026, a Penitenciária Estadual do Rio Grande recebeu uma importante ação integrada em saúde: uma Triagem de Saúde em Massa que atendeu 993 pessoas privadas de liberdade, promovendo diagnóstico precoce e acesso ao cuidado integral.
A triagem foi realizada pelo Núcleo de Pesquisa em Microbiologia Médica da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) em parceria com o Núcleo de Pesquisa com Foco no Sistema Prisional da Universidade de Santa Cruz do Sul, a Polícia Penal, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Prisional da Secretaria Municipal de Saúde, o Programa Municipal de IST/HIV/Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Grande e o Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr.
A triagem teve como objetivo principal o diagnóstico precoce de agravos à saúde, contribuindo para a interrupção da transmissão de doenças infecciosas e para ampliação do acesso ao tratamento, reforçando o compromisso com o cuidado integral dentro do sistema prisional. Ao longo das cinco semanas, foram realizados testes rápidos para tuberculose e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com encaminhamento ágil para tratamento na UBS Prisional, além de orientações sobre prevenção e tratamento da tuberculose.
Cerca de 25 voluntários participaram da triagem, entre docentes da Faculdade de Medicina da FURG, discentes de graduação e pós-graduação da FURG, profissionais do Hospital Universitário, trabalhadores da rede municipal de saúde e servidores do sistema prisional gaúcho.
Para as coordenadoras da triagem, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Ivy Ramis, e enfermeira Maria da Penha da Rosa Silveira, mais do que uma ação pontual, a iniciativa reforça a importância da saúde prisional como parte essencial da saúde pública. A ação integrada evidencia que o enfrentamento da tuberculose e das ISTs exige articulação entre universidade, serviços de saúde e sistema prisional. O diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento fortalecem não apenas a saúde das pessoas privadas de liberdade, mas também as estratégias de prevenção, controle da transmissão e promoção da equidade em saúde para toda a sociedade.